Mostrar mensagens com a etiqueta Comunidade de Leitores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunidade de Leitores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sinopse, críticas & retrato de escritora



https://teolindagersao.files.wordpress.com/2012/04/foto-maxima-12.jpg

«Histórias de ver e andar foi o nome dado pelos árabes às narrativas de viagem, em épocas de descobrir mundos. Mas não é necessário ir longe para mudar de horizonte: o desconhecido mora ao lado, e também dentro da nossa porta. Reconhecê-lo – ou não – depende do modo de ver. E do modo de andar.

Críticas de imprensa
No fim de cada um destes contos descobriremos que a vida, a nossa própria vida, não estava exactamente no lugar que pensávamos. […] Teolinda sobe as escadas do banal quotidiano para alcançar a câmara escura do ser. […] São catorze contos que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos. Porque estes contos atravessam o comum da solidão e do desespero para chegar ao incomum singular da inquietação. E é isso o melhor que se pode esperar da ficção: que nos faça viajar até esse lugar simultaneamente próximo e longínquo, fervente, obscuro, que escondemos sob o véu social da identidade.
Inês Pedrosa, Expresso


A arte de Teolinda consegue o supremo prodígio de dar voz a um mundo interno, que tem a espessura da realidade televisionada (os mesmos lugares comuns, os mesmos valores, a mesma lógica) e simultaneamente deixar emergir o outro lado, o lado obscuro, surpreendido nas entrelinhas, nos sonhos, no grão de voz, em pequenos detalhes, que os títulos dos contos põem em evidência (As Laranjas, Natureza Morta com Cabeça de Goraz), e se tornam o elemento iluminador (ordenador) da experiência relatada.
Linda Santos Costa, Público»

in http://www.sextanteeditora.pt/, consultado em 1/6/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Comunidade de Leitores

Wook.pt - Histórias de Ver e Andar



Histórias de ler e andar, de Teolinda Gersão, foi o livro escolhido para a próxima Comunidade de leitores, que se realizará no dia 16 de junho. Tenho, e gostei muito, de A Casa da Cabeça do Cavalo e A Árvore das Palavras. Na Páscoa, comprei Passagens e Histórias de ler e andar (na verdade, também tinha pegado em A cidade de Ulisses, mas deixei-o para trás, que a conta já estava volumosa...). Li o primeiro, e emprestei-o à minha mãe, que também gostou muito. Quando li  Histórias de ler e andar, disse-lhe que ainda ia gostar mais deste. Aliás: eu sei que conto a minha mãe vai apreciar mais.

O desafio desta Comunidade de leitores é: de que conto gostam mais?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Comunidade de leitores

Apresentado por Custódio Braga, o livro O Jardim de Cimento (Ian McEwan) passou a ter para nós, membros da Comunidade de Leitores, duas leituras: uma, a do jovem Custódio, leitor dos anos 80 (pré-Internet). Outra, a do Custódio de hoje.







Ambas nos interessaram e - como podem ver nas fotografias - nos divertiram.


Ouvimos atentos a primeira versão, que nos transportou para os problemas da Inglaterra da era Tatcher. A segunda versão (que também ouvimos atentamente) foi seguida de um debate animado. 

Para além dos leitores habituais, esta sessão trouxe-nos três colegas de que temos muitas saudades: o Luís Castro, a Maria José Carvalho e o José Carlos Ribeiro. Da Margarida Precioso também temos saudades... mas ela é uma habituée. Idem para a Helena Balreira.





sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Custódio na Comunidade de Leitores


O Jardim de Cimento, de Ian Mc Ewan, foi a obra que o nosso colega Custódio Braga escolheu para a primeira Comunidade de Leitores deste ano. 


989_MAIN.jpg (150×233)

Encontrei no site da Gradiva (http://www.gradiva.pt/) a seguinte sinopse: 
«A publicação de O Jardim de Cimento - o primeiro romance de Ian McEwan, cuja colectânea de contos Primeiro Amor, Últimos Ritos já havia sido galardoada com o Prémio Somerset - anunciava a singularidade das obras futuras de um autor que, integrando-se numa geração que procurou renovar as letras inglesas, é hoje reconhecido como um dos maiores escritores da ficção mundial contemporânea. 

«O Jardim de Cimento, considerado pela crítica simultaneamente chocante e perfeito, mórbido mas terrivelmente irresistível, é uma narrativa contada na primeira pessoa pelo seu protagonista, Jack, um rapaz de quinze anos que vive com duas irmãs adolescentes e um irmão pequeno. Com a morte dos pais, os quatro jovens experimentam uma sensação extraordinária de perda e liberdade. Num clima de isolamento quase doentio, tornam-se personagens de um universo estranho e entregam-se despreocupadamente a jogos solitários, ao desmazelo, à apatia e às fantasias mais arrebatadoras. Mas a consistência destas figuras está longe de se cingir a uma minoria marginal, remetendo-nos antes para a organização simbólica da comunidade como um todo. A ausência de valores não aparece neste romance como um caso específico, constituindo um sintoma de que nada afinal distingue o verdadeiro do falso, o útil do inútil, o sagrado do interdito. E tudo isto contado com um realismo inquietante, sem concessões nem rodeios, onde a morte e o sexo espreitam a cada porta para fazer saltar o verniz das convenções, dos preconceitos morais e do conservadorismo britânico. Sensual, perturbador, fascinante: uma pequena obra-prima.»

Este apreciado autor tem, como o também britânico Kazuo Ishiguro, a particularidade de escolher temas muito variados, de que resultam obras tão diferentes quão memoráveis. É bem possível que conheçam o livro Expiação (ou o filme que nele se baseou). Na comunidade de Leitores lemos, há uns anos, Na praia de Chesil. Para mim são memoráveis (porque os li) Mel, Amsterdão, Entre os lençóis, Primeiro amor, últimos ritos, O sonhador. Ainda não li Sábado, O inocente, A criança no tempo, Solar… Consolo-me das minhas lacunas pensando que é bom ter uma reserva (na verdade, infinita) de livros para ler.