…no encalço de “Memorial do Convento” de José Saramago
“... olhando para trás, para sul, um rasto de boa memória no céu, momentaneamente azul, a emoldurar o convento, não nos vai deixar esquecer tão bom dia quinze de abril!”
(Prof. Aquiles Loureiro)
(Prof. Aquiles Loureiro)
Quem disser que, em Mafra, “Choveu muito!”, que “Estava frio e uma ventania…”, tal como no Norte (... a sorte que tivemos em não ter encontrado nenhuma árvore caída a barrar-nos o caminho!), e que “Ficámos todos encharcados!”, engana: eis aqui “material de prova, se necessária ela fosse, porque…” (cap. I) o sol brilhou, e o céu era azul…
Ali, tendo como cenário, a vila de Mafra “tão pequena”, os alunos ouviam atentamente as explicações da guia - a simpática e expressiva Sara – sobre a grandiosidade das construções que tinham pela frente: o Palácio Nacional, a Basílica e o Convento de Mafra!
Concentrados, os alunos mostravam-se espantados com as curiosidades sobre a basílica (construída segundo o modelo da de S Pedro, em Roma).
Estavam como que “iluminados” pelo “espírito” de D. João V, o qual, do cimo da varanda de onde assistia à eucaristia, parecia dar ainda a sua “bênção real”!
Tal como os alunos, os professores mantiveram-se atentos e colaborativos!
Pela extensão (a perder de vista…) os corredores e os salões do Palácio dariam um bom percurso de manutenção para grandes caminhadas – foi o que fizemos!
A visita à Biblioteca não defraudou as expectativas, reunindo o consenso geral – belíssima impressionante imponente grandiosa!
O aniversariante, Miguel Silva, (… e por isso, aqui, este apontamento especial) e uma das princesas, a Cátia Peixoto.
Esta, ao contrário de Maria Bárbara, aquela por causa de quem se construiu o convento, mas que “(…)não viu, não sabe, não tocou com um dedinho rechonchudo a primeira pedra, nem a segunda, ….” (cap. XXII), bem pode dizer que viu, que conheceu, que tocou, que pisou o Convento de Mafra!
A Basílica… “tão grande”!
O verdadeiro amor…a maior grandeza…
… qual Baltazar e Blimunda…
… entre eles, não haverá, com certeza, 232 metros a separá-los, tal como acontecia entre as acomodações pensadas para o Rei D. João V - o Torreão Norte (por trás, na foto) e as da Rainha D. Maria Ana da Áustria - Torreão Sul!
Enfim, o descanso, depois da “odisseia” de uma viagem de quatro horas até Mafra (… e, pasme-se, não nos caiu nenhuma árvore no caminho!), às quais se somaram quase duas horas durante as quais assistimos à adaptação teatral da obra “Memorial do Convento” de José Saramago, pelo grupo Éter, acrescidas de duas horas de visita guiada e de “caminhada” ao longo do Palácio…
Ainda assim, nada que se tivesse comparado aos esforços dos 52 mil homens que aqui viveram e trabalharam para que, hoje, pudéssemos visitar um monumental palácio em Mafra!
…ou ao dos “seiscentos homens que sentiam, com o tempo e o esforço, ir-se-lhes aos poucos a tesura dos músculos, seiscentos homens que eram seiscentos medos de o ser, …”. (cap. XIX)
E esses foram apenas os que transportaram a “…pedra da varanda da casa que se chamará de Benedictone… (…) que não precisaria de ser tão grande, com três ou dez mais pequenas se faria do mesmo modo a varanda, apenas não teríamos o orgulho de poder dizer a sua majestade, É só uma pedra, e aos visitantes, antes de passarem à outra sala, É uma pedra só,” (cap. XIX)
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