terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Atualidade e Padre António Vieira

Quem disse que a História e a História da Literatura não interessam a ninguém? Pelos vistos dão jeito aos políticos nacionais que, nos últimos tempos, aplicam com toda a eficácia comunicacional, frases e aforismos do nosso tão querido  Padre António Vieira!
Aqui vão mais algumas para consulta dos que nos governam:



Sobre os povos e o governo dos povos

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos.

Dizem que temos valor (os portugueses), mas que nos falta dinheiro e união; e todos nos prognosticam os fados que naturalmente se seguem destas infelizes premissas. - Cartas
 
Os governos são para fazer bem com o pão próprio, e não para acrescentar os bens com o pão alheio - Sermões

O Janelas de Vidro parece culto. E é! De qualquer forma, cedemos à tentação e fomos consultar  O Citador que é o maior site de citações, frases, textos e poemas genuínos e devidamente recenseados em língua portuguesa. Desde o ano 2000 que o Citador recolhe conteúdos diretamente das fontes bibliográficas, sem recorrer a cópias de outros sites ou contributos duvidosos a partir de terceiros. Embora diga que tem atenção aos Direitos de Autor, não identifica a obra em que se enquadram todas as frases que citamos! Desafiamos os professores de Português a fazê-lo!



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A luz, as sombras e a procura da verdade. Os média e a construção de uma realidade equívoca e totalizante.


No ‘Ano Internacional da Luz’, será que a realidade dos média sublinha as sombras ou luminosidade? O que significa hoje, a verdade? A luminosidade em excesso não pode provocar cegueira? E a dissimulação da luz, não pode criar um mundo paralelo? O dos média, por exemplo: qual é o mundo que assenta no ‘agenda-setting’, no ‘framing’, no ‘gatekeeping’ e no ‘newsmaking’? Será que a realidade dos média se cruza com a realidade de cada um de nós?
Mais do que perceber qual é a técnica de produção noticiosa importa, à luz da cidadania, desconstruir a forma como os média constroem a realidade, e pensar sobre o que está por detrás dessa construção.
Palestra pelo doutor Vítor de Sousa

(CECS-Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho).
Dia 26/10/2015 (10h15) - Auditório
Org.: Biblioteca ESVV





segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A AMIGA GENIAL NA COMUNIDADE DE LEITORES



No dia 2 de Outubro reiniciaram-se, mesmo a tempo para comemorar o mês internacional das Bibliotecas, as sessões da Comunidade de leitores da ESVV. O livro, escolhido ainda no ano letivo anterior, foi A amiga genial, de Elena Ferrante. Foi logo lançada a questão da autoria, que tem sido abordada na imprensa: com efeito, a identidade da autora é desconhecida. Autora ou autor?, foi a questão levantada por uma das leitoras. Nós aqui na Comunidade aceitamos os textos tal como eles se apresentam, daí que tenhamos abandonado essas dúvidas. Ainda assim, de acordo com outra leitora, só uma mulher poderia ter descrito assim certos pormenores da vida da protagonista.
A amiga genial é um romance de formação, no sentido em que mostra o crescimento de duas meninas napolitanas, Lina e Elena, no imediato pós-guerra.
Como frequentemente sucede na Comunidade, houve quem gostasse muito e quem gostasse menos. Foi comummente apreciada, e debatida, a relação entre escola e promoção social. De facto, várias – quase todas – as leitoras tinham tido uma experiência semelhante durante a sua escolaridade. Das muitas pessoas que tinham frequentado a escolaridade básica, poucas tinham prosseguido estudos. Muitos eram os chamados, poucos os escolhidos. Foram levantadas questões interessantes, desde a influência determinante da professora do 1.º ciclo (como aliás sucede em A amiga genial), à frequência do seminário por parte de muitos rapazes.
Mas paro por aqui: não quero ser, como dizem os meus alunos, “spoiler”. Leiam o livro. Leiam-no por prazer, como fez a G.C. Todas as leituras são lícitas… porque não o seriam?
Aliás, o prazer do texto, ou das leituras do texto, fica patente nas fotografias que nos tiraram.

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

Svetlana Alexievich, jornalista e escritora biolorrussa, foi a galardoada com o Nobel da Literatura 2015, "pela sua escrita polifónica, memorial ao sofrimento e à coragem da nossa época" (palavras da Academia). Autora de livros sobre a II Guerra Mundial, os soldados soviéticos mortos no Afeganistão ou as consequências do desastre nuclear de Tchernobil, é já uma referência para a compreensão da sociedade soviética antes e depois do colapso da URSS.
O Fim do Homem Soviético é a sua única obra já editada em Portugal, pela Porto Editora. A NOSSA BIBLIOTECA VAI TÊ-LA EM BREVE.