terça-feira, 7 de julho de 2015

MARIA BARROSO

Hoje partiu aquela que sonhou ser atriz mas que foi impedida de tal pelo regime salazarista.
Recordemo-la enquanto tal, numa participação no filme de Paulo Rocha de 1967,
"Mudar de Vida".
Sinopse - Embalado pela música de Carlos Paredes, «Mudar de Vida» tem a emigração como pano de fundo. Conta a história de Adelino, um homem transformado pela guerra de África, onde combateu, e abandonado pela noiva, que o preteriu em favor do irmão. De regresso à sua terra, em Furadouro, perto de Ovar, e à comunidade piscatória de onde saíra, depara-se com um mundo em mudança. A sua perturbação perante as novas realidades é acentuada pelo renascer da paixão quando conhece Albertina, uma jovem de temperamento selvagem e impetuoso que o leva a partir novamente








quinta-feira, 4 de junho de 2015

Exposição sobre o Mar de Aral

As turmas do 10º H e J, no âmbito da disciplina de Geografia A, lançaram o alerta à comunidade escolar para aquela que foi, porventura, uma das maiores catástrofes ecológicas do século XX.
 
Durante séculos, foi um oásis no meio do deserto. Mas agora o Mar de Aral, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, está praticamente morto. Esta tragédia simboliza o que poderá acontecer a outros recursos hídricos do planeta se o ritmo do uso irracional continuar como nos dias de hoje. Apesar do nome, o Aral é um grande lago que se tornou salgado. Para saber mais ... aqui.

Estes alunos realizaram pequenas histórias de vida, versos, cartas, ou simplesmente poemas, como forma de alertar para o que se passou no Mar Aral.
 
A exposição encontra-se na Biblioteca. Aqui fica o convite para passar por lá e saber um pouco mais.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

MÚSICA PARA GENTE SENTADA


Edição de 2015 do Festival Para Gente Sentada vai ser em Braga!



Braga é aqui tão perto! Como cidade jovem que é, tem um espaço chamado GNRation onde se pode assistir ao que de mais recente se faz no mundo nacional e internacional das artes.
Recomendamos, para o início da nova temporada (na nossa linguagem, o começo do novo ano letivo...),
 o Festival Para Gente Sentada, na sua 11º edição, que vem para Braga (anteriormente realizava-se em Santa Maria da Feira), nos dias 18 e 19 de Setembro. Terá iniciativas no Theatro Circo, no GNRation e em outros espaços da cidade.

Está anunciada para  breve a revelação do cartaz e do preço dos bilhetes para os espetáculos, Lembra-se que o certame tem uma década marcada por atuações intimistas, de nomes como Patrick Watson, Sufjan Stevens, Bill Callahan, Devendra Benhart e Tindersticks que fizeram com que o festival se tornasse um sucesso alternativo aos grandes e ruidosos festivais de Verão.
Que tal experimentar uma música para ouvir sentado? Aí vais um link, para um tema de Sufjan Stevens como aperitivo:
 

                                 https://www.youtube.com/watch?v=lJJT00wqlOo


sexta-feira, 29 de maio de 2015

SERRALVES EM FESTA



Para quem gosta de:
Arte Contemporânea, Jardins, Arquitetura, Dança, Teatro, Música, Performances, "Novo Circo",
POESIA...

Para quem tem, e não tem, energia...
A Casa, o Parque e o Museu de Serralves estarão abertos, 40 HORAS NON-STOP, nos dias 30 e 31 de maio.
O Janelas recomenda o SERRALVES EM FESTA, sobretudo aos alunos da ESVV que, há uns dias, visitaram Serralves na sua quietude assombrada pelas grandes esculturas/instalações de uma artista polaca que reconstrói as memórias de uma Polónia comunista.


http://www.serralves.pt/pt/museu/serralves-em-festa/

sexta-feira, 22 de maio de 2015

POESIA de fim de aulas

Da forma como a poesia nos mostra o quão pouco mudam os tempos e as vontades:

Sinto quase um arrepio
1
Sinto quase um arrepio,
Meu Platão só de pensar
Que andei anos a estudar. 
É tempo de ir ver o rio,
No verde matar a sede
Lá nas fontes cristalinas
Onde há flores belas, tão finas,
E o pescador arma a rede.
2
Que ganha quem assim estudou?
Só desventura e tormento.
E o ribeiro, entretanto,
Da vida quase chegou
Ao seu fim, e eu receio
Nem me ter apercebido
Tudo volta (sem sentido)
À terra de onde proveio
(...)
Martin Opitz, Alemanha (1597-1639), in, Rosa do Mundo, Assírio e Alvim, Porto Editora, 2001

segunda-feira, 18 de maio de 2015

LER CINEMA



Acaba de sair em DVD a nova versão restaurada pela Cinemateca Portuguesa do filme "Os Verdes Anos" de Paulo Rocha. Filme de 1963 e  uma das obras fundadoras do Cinema Novo português, conta com a participação da atriz Isabel Ruth (que ainda hoje é presença frequente das produções televisivas) e de Paulo Renato (grande nome da arte de representar, já desaparecido). Quem nunca ouviu a voz deste último ator, não deixe de clicar na ligação abaixo delicie-se com ela e com a guitarra de Carlos Paredes que compôs o tema homónimo.
ww.amordeperdicao.pt%252Fbasedados_filmes.asp%253FFilmeID%253D104%3B324%3B213



"Rodado numa zona mítica do novo cinema português - a zona em torno do Café-Restaurante Vává [Lisboa], no rés-de-chão do prédio onde vivia o realizador, com a sua população e os seus hábitos bem aos anos 60 -, Verdes Anos, é contado num cinema límpido, directo, como as melhores coisas da nouvelle vague (…) em que a imagem domina sempre o diálogo, aqui coloquial e autêntico, escrito por Nuno Bragança (os versos da lindíssima canção-tema de Carlos Paredes - outro nome-símbolo do novo cinema - são de Pedro Tamen, colaborador activo do Centro Cultural de Cinema) (…).”
Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986


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sexta-feira, 15 de maio de 2015

POESIA



A propósito do lançamento do livro póstumo do poeta Herberto Helder (1930-2015), Poemas Canhotos, editado pela Porto Editora, citamos o artigo do Jornal de Notícias, na sua versão on line:

"Desde nascer a morrer que não entendo nada", lê-se num dos poemas, no qual o autor se questiona: "que interessa fazer a barba/ se é tudo para cremar/ desde as unhas dos pés aos espelhos soberanos - Leonardo, Camões, Newton, Amadeus Mozart/ et coetera/ que interessa?"
No desafio à morte, Herberto Helder recorda igualmente o universo de Gertrude Stein ("morrer por uma rosa é que fia mais fino"), fala das caricaturas dinamarquesas ("a malta gozava fazendo caricaturas sacrílegas dos ayatolas/ mais um pouco e salvava-se o mundo"), do poeta António Ramos Rosa ("estava deitado na cama contra a parede e fechou os olhos e fechou a boca e ficou todo fechado e então morreu todo fundo e completo de uma só vez [...] e ele sou eu").

Porque, afinal, os jornais diários também podem falar de poesia!