segunda-feira, 14 de novembro de 2016

SO LONG LEONARD COHEN



Leonard  Cohen foi um cantor, compositor e poeta canadiano que morreu aos, 82 anos, no dia 7 de Novembro.
Embora seja mais conhecido pelas suas canções (como Hallelujah, entre outras) que alcançaram notoriedade tanto na sua voz quanto na de outros intérpretes, Cohen dedicou-se à música apenas depois dos 30 anos, já consagrado como autor de romances e livros de poesia.

Em 1956, lançou seu primeiro livro de poesia, Let Us Compare Mythologies, seguido, em 1961 por The Spice Box of Earth, que lhe conferiria fama internacional.

Viveu na Grécia, onde continuou a escrever poesia e romance. Quando decidiu enveredar pela composição de canções, instalou-se nos Estados Unidos. Em 1967 lança o seu primeiro disco Songs of Leonard Cohen,  bem recebido pelo público e crítica. (Wikipédia, adaptado)

É este disco que eu guardo em casa e ao qual regresso sempre que a nostalgia me invade. Dele constam as canções mais icónicas deste poeta, que muitos afirmam merecer, como Dylan, o Prémio Nobel. Aqui fica um dos seus poemas-canção (acabei de inventar o termo, acho…) 

 Suzanne

Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China
And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body
With your mind

And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"
But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken, almost human
He sank beneath your wisdom like a stone
And you want to travel with him
And you want to travel blind
And you think maybe you'll trust him
For he's touched your perfect body
With his mind

Now Suzanne takes your hand
And she leads you to the river
She is wearing rags and feathers
From Salvation Army counters
And the sun pours down like honey
On our lady of the harbour
And she shows you where to look
Among the garbage and the flowers
There are heroes in the seaweed
There are children in the morning
They are leaning out for love
And they will lean that way forever
While Suzanne holds the mirror
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that you can trust her
For she's touched your perfect body
With her mind



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Apresentação do Livro TEEN TALES



Bom dia a todos!
No início do ano letivo 2014 /2015, quando nos encontrávamos no 10ºano, abordamos nas aulas de inglês o tema Travelling around. Este tema está inserido numa atividade de escrita creativa Message in a bottle, que sugeria que escrevêssemos uma pequena história que descrevesse o nosso naufrágio numa ilha deserta.
Quando a professora nos propôs esta atividade ficamos bastante entusiasmados com a ideia; a turma foi dividida em vários grupos de quatro ou cinco elementos e acabamos por concordar que o tema dos nossos contos seria livre. Assim, cada grupo deu asas à imaginação inventando os seus próprios enredos, as suas próprias personagens, os seus próprios cenários.
Desta forma, em algumas das aulas de inglês que se seguiram, organizamo-nos de modo a que cada aluno pudesse expor as suas ideias ao seu grupo, e desta forma todos participaram.    
No início foi bastante difícil: cada elemento tinha mil e uma ideias e todos sugeriam desfechos diferentes para a mesma história; parecia-nos cada vez mais impossível organizarmo-nos e passar para o papel a visão de todos de forma a constituir uma história bem estruturada.
Contudo, a pouco e pouco, os nossos contos foram ganhando forma e dentro de poucas aulas todos estavam prontos para apresentar as suas histórias à turma.
O resultado foi espetacular: cada grupo apresentou histórias completamente diferentes; algumas eram cómicas, outras eram trágicas mas todas eram muito originais.
Mais tarde, a nossa professora sugeriu que organizássemos todas as histórias num livro que, com a preciosa ajuda da professora Anna Pires intitulamos de Teen Tales.
Esta iniciativa permitiu-nos desenvolver a nossa escrita e a nossa criatividade e aumentou o nosso à vontade com a língua inglesa. É por isso com grande orgulho que vemos o nosso empenho recompensado com a publicação deste livro.
Quero assim, em nome de todos os alunos que participaram, agradecer a todas as pessoas envolvidas neste projeto, em especial à nossa professora Ana Santos que começou esta iniciativa e que acreditou sempre em nós, à professora Anna Pires que reviu as nossas histórias e nos encorajou a publicá-las e ainda à Dra. Júlia que tornou possível a publicação do livro.

 Muito obrigada!






segunda-feira, 7 de novembro de 2016

UM LIVRO, UM ESPÓLIO DE AFETOS

Pensei que não resultasse: o intervalo grande afinal é tão pequeno, há mil e um recados pendentes, uma ata para assinar, uma conversa interrompida às 8:25h. ...
Mas afinal, as histórias dos livros, ou das pessoas com os livros, encantaram. Os professores sentam-se, perguntam " quem é hoje?"  e definitivamente preparem-se para ouvir.

 E nós maravilhados com romances neo-realistas rasgados, com romances subversivos que viram o mundo do avesso, com dicionários de francês, com noites mal dormidas pelo medo, com convalescenças ao sabor de conselhos domésticos, com luzes que se acendem ao ritmo do ressonar dos pais, com borboletas que se invadem à sétima onda.

 A biblioteca está de parabéns e a Maria José em especial, porque convence toda a gente a contar uma história, faz-nos crer que a nossa história é para se contar: por nós ou pela Ana Cristina que generosamente empresta a voz aos mais tímidos.